quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Gênero Textual - Carta

Características de uma carta
A carta é utilizada para estabelecer comunicação, para transmitir uma mensagem de uma pessoa a outra, é um gênero textual que envolve um remetente e um destinatário. É escrita em primeira pessoa e visa um tipo de leitor.
Ao escrever uma carta deve-se utilizar a linguagem adequada ao tipo de destinatário, não perdendo a visão de para quem o texto está sendo escrito, podendo ser formal ou informal.
Geralmente é dividido em:
• Local e data
• Destinatário
• Saudação
• Interlocução com o destinatário
• Despedida.
Existem vários tipos de carta: pessoal, comercial, argumentativa, solicitação, informação, reclamação, do leitor.
A carta pessoal é usada quando queremos nos comunicar com alguém próximo, parente, amigos, conhecidos.A linguagem vai depender do grau de intimidade com o destinatário.


Texto produzido por Alessandra Nascimento, Jessica Delazari e Thayná Moreira.

Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2010

Querida Susana,

Sei que não esperava por esta carta, mas peço por favor que leia até o fim, pois é muito importante para mim.
Não sei se você lembra de mim, mas há exatamente seis meses nós dois estávamos em um Congresso de Culinária e eu era um dos rapazes que trabalharam naquele dia. Lembro o exato momento em que você chegou com mais três jovens. Eu fui um dos rapazes que os recepcionei.
No primeiro momento nem a olhei direito, pois estava muito envolvido no trabalho, na organização do evento. Mas como o evento durou 3 dias, não pude deixar de percebê-la.
No primeiro dia tentei me convencer de que era apenas mais uma moça dentre tantas que passaram por tal evento, mas as horas foram passando e incrível como não conseguia tirar os olhos de você, parecia que o evento se resumia a você.
Olhava para o seu jeito de falar, de agir e me encantava a cada momento, mas mesmo assim falava para mim mesmo que eu estava me enganando e que não era possível me apaixonar por uma pessoa que não conhecia.
Continuei lutando contra esses pensamentos e sentimentos,mas ao passar dos dias, o meu coração apertava e batia cada vez mais forte quando via você. Um sentimento tão forte que não conseguia entender, nem explicar. Meus amigos percebiam e diziam o quanto eu estava estranho e principalmente quando você passava por mim.
Passaram os três dias e chegou a hora da despedida do evento e de você, para sempre. Não tive coragem nem de me aproximar, muito menos de me declarar, pois não tinha certeza de meus sentimentos, ainda tentava me convencer que era loucura: Como me apaixonar por alguém que só vi durante três dias e que só sabia o nome, pois havia prestado atenção em seu crachá.
O Congresso terminou, e me convenci de que não a veria nunca mais e que tudo o que estava sentindo passaria, uma vez que jamais veria seu rosto novamente.
A cada dia que passava minha angustia aumentava, meu coração batia mais forte quando lembrava de você. Sua imagem não me saía da cabeça, eu não entendia o porquê.
Seis meses se passaram eu continuei nessa angustia e aflição toda vez que lembrava do seu rosto. Queria esquecer, mas não conseguia. Porém estava convencido de que não a veria mais.
Um dia estava em casa quando tocou a campainha: eram meus amigos de infância: João e Iara que não via há um ano mais ou menos. Fiquei muito feliz com a visita deles, passamos os tarde juntos e eles passaram o fim de semana em minha casa.
Iara quis me mostrar várias fotos de suas viagens, seus novos amigos. No meio de tantas fotos vi o rosto daquela menina do evento que pensei jamais ver de novo. Ela pegou a foto e disse ser uma grande amiga, menina inteligente, responsável, meiga, carinhosa... . A cada palavra dita, meus olhos se encheram d’água e meu coração quase saiu do peito. Expliquei minha história para os meus amigos e eles disseram que era engraçado, pois sua amiga não parava de falar em um rapaz de um evento que havia chamado muito a sua atenção e que não conseguia tirar da cabeça por mais que tentasse.
Nesse momento não me agüentei e comecei a chorar. Percebi naquele momento que não adiantava negar, que estava completamente apaixonado desde a 1ª vez que a vi, que desde aquele dia estava gravada no meu pensamento e coração. Durante três dias vi seu jeito de falar, de agir, de sorrir e me apaixonei por você. Quis me enganar, mas não consegui, quis lutar, mas não tive forças, pois o sentimento era muito mais forte do que qualquer tentativa de sufocá-lo.
Susana, hoje tenho a certeza de que esses meses que sofri valeram muito a pena, pois se tivesse me envolvido com outra pessoa talvez estivesse infeliz e não tivesse a chance que estou tendo agora. Agora sei que eu estou completamente apaixonado por você, não tenho mais dúvida, nem quero mais lutar contra isso. Só tenho uma certeza: não quero passar mais um minuto da minha vida longe de você!
Essa carta está sendo entregue em mãos pela Iara e pelo João. Sei que uma declaração via carta pode não ser tão romântico quanto pessoalmente, mas essa foi a forma que encontrei de de expressar o meu amor e me declarar.
Até logo, Guilherme

Obs: Por favor quando terminar de ler, vire-se para trás!







Gênero textual e Tipo textual



São textos de diferentes tipos (gêneros) com a função de organizar a linguagem,ou seja, gêneros textuais são todos os tipos de texto que direta ou indiretamente estabelece uma comunicação entre duas ou mais pessoas. A Tipologia textual já é diferente, pois é a maneira de como esses textos vão se apresentar (narração, descrição, dissertação, diálogo, injunção, entrevista).A partir deles, é possível constituir as modalidades discursivas.
Possui uma importante função social, estruturando e organizando a linguagem de acordo com o contexto social. São textos que circulam no mundo, que têm uma função específica, para um público específico e com características próprias. Ou seja, uma apresentação de texto pode mudar de acordo com os diversos contextos sociais, público e etc.
É determinado por sua função, forma, suporte ou ambiente em que os textos aparecem. E sua função é ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia.
    Nota-se que na escola, a diferença entre tipos e gêneros textuais ainda não está clara para nem para os alunos nem para os professores. Para definir esse aspecto teórico e terminológico, Marcuschi (2002:22) apresenta uma breve definição das duas noções:

Tipos Textuais:
1. constructos teóricos definidos por propriedades lingüísticas intrínsecas;
2. constituem seqüências lingüísticas ou seqüências de enunciados no interior dos gêneros e não são textos empíricos;
3. sua nomeação abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal;
4. designações teóricas dos tipos: narração, argumentação, descrição, injunção e exposição;

Gêneros Textuais:
1. realizações lingüísticas concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas;
2. constituem textos empiricamente realizados cumprindo funções em situações comunicativas;
3. sua nomeação abrange um conjunto aberto e praticamente ilimitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função;
4. exemplos de gêneros: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, aula expositiva, romance, reunião de condomínio, lista de compras, conversa espontânea, cardápio, receita culinária, inquérito policial etc.

Geralmente, a expressão “tipo de texto” é usada erroneamente.